Cara onde fazemos o suco? [Editorial do Novas da Galiza]

Polo seu interese, reproducimos o editorial publicado no último número do periódico Novas da Galiza, onde o equipo responsable desta publicación fai un chamamento para a construción dun «ideário comum acerca do agro»:

Logotipo Novas da GalizaQuantas som as patas que sustentam o nosso país no presente dum ponto de vista económico, social, cultural mesmo identitário é complexo de enumerar. Mas há umha cousa diáfana no abanico de possibilidades, o agro galego está e estivo historicamente ligado à evoluçom deste país. A teoria económica moderna explica-nos que um território é mais avançado quanto menos representaçom no conjunto do PIB tem o setor primário. Entom, cara onde caminhamos? Da Galiza das 100.000 explora- çons até hoje muito tem mudado. Vinte anos de capitalismo intensivo levárom a vida do rural para o caminho da concorrência do mercado. Um litro de leite, um quilo de patacas ou umha hectare da horta devem passar por essa portagem para escorrer no teto, furar a terra ou brotar. A nossa soberania alimentaria está claramente em emergência. E todo num momento em que a classe governante nos conduz a dançar no precipício do liberalismo. Na Europa tenhem-no claro, “as culturas transgénicas nom se proibiram na nova PAC”, “as grandes fortunas seguem a cobrar direitos de território”, “as cotas desaparecem”, “a OMC nom permite proteger os nossos produtos”. Mas também na Junta o tenhem claro: “a orientaçom do agro deve ser empresarial”, “a evoluçom do rural vai da mão da internacionalizaçom dos produtos”, “culturas energéticas serám empregadas para produzir electricidade”… Neste passado mês as duras condiçons a que esta submetido o setor produtor de leite figérom sair à rua a centos de pessoas num ato de rebeliom contra as indústrias leiteiras. O tópico dos galegos quedos e submissos nom se cumpre, mais umha vez, porque o leite derramado polos piquetes é o “sangue a regos” de Cabanilhas, neste caso na defesa dum modo de vida que esmorece pola restruturaçom que lhe impom o capital. Porém resta por artelhar a nossa defesa coletiva do rural, nom avonda com a resistência. Tem de sair da comunidade galega um ideário comum acerca do agro, que seja antagonista à barbárie que nos proponhem, além de estar acompanhado dumha militância activa na defesa da terra e da sustentabilidade das produçons galegas. Por muito que lhes pese aos tecnocratas da economia, luitamos por ser muito mais que 1% do PIB.

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