Véspera de Nada em apoio de ativistas de Greenpeace julgados pola acção de Cofrentes em 2011

No dia 15 de fevereiro de 2011 produziu-se um protesto pacífico por parte de ativistas de Greenpeace em contra da ampliação da vida útil da central nuclear de Cofrentes (Murcia) até o 2021, 16 dessas ativistas e um jornalista gráfico independente enfrentam uma petição de condena de 2 anos e 8 meses em prissão. O “delito” destes ativistas foi demostrar a falta de segurança da citada central.

Ante este feito, a Associação Véspera de Nada quere manifestar o seu apoio a essas ativistas e ao jornalista encausadas que serão julgadas neste mês de dezembro. Para além de desproporcionada, consideramos totalmente injusto que continuamente se ataque às ativistas que realizam atos pacíficos com o único fim de concienciar à sociedade dos graves problemas ambientais e energéticos aos que nos enfrentamos, pessoas que se movem unicamente pela preocupação e pelo seu compromisso pessoal com o médio. Tal como estabelece o artigo 45 da C.E. de 1978, “defender o médio ambiente é um direito e um dever”, mas resulta que o Estado, sob a forma das administrações impidem a realização efeitiva deste direito, e não falamos apenas de casos onde medie violencia ou atos que podem pôr em perigo às pessoas ou as coisas, mas também em atos pacíficos.

Mas a mesma administração que decide inculpar a estes ativistas mantem em funcionamento desde há mais de 30 anos uma central nuclear com uma série de problemas de sergurança sem resolver, problemas que apioram com o tempo pois cada vez está mais deteriorada, e isto é que põe em perigo a vida de todas nós, pois só entre os anos 2001 e 2011 sofreu mais de 100 sucessos reportados pelo Consejo de Seguridad Nuclear, para além de 25 paradas não programadas. Qualquer destes sucessos pode ter consequências devastadoras, mas escondernos os perigos e criminalizar a quem pretende os revelar é uma parte fundamental da manobra de manipulação que pretende convencer à opinião pública da inocuidade na produção da energia nuclear e da sua eficiência quando realmente não são tal. Nem a produção de Cofrentes é inócua nem eficiente. De tomarmos por caso o ano 2010, esta central contribuiu ao total da produção elétrica do conjunto do Estado com um 3% do total.

Este absurdo absoluto de manter uma central nuclear obsoleta, ineficiente e muito perigosa não poder ter qualquer explicação satisfatória, é por isso que se pretende criar uma cortina de fume arredor do ato de protesto das ativistas ecologistas e que as suas condenas sirvam como escarmento para todas aquelas que pretendam manifestar uma atitude abertamente crítica e combativa contra esta lacra.

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